domingo, 11 de agosto de 2013

DINAMARCA, uma terra de conto de fadas

História

O nome ‘Dinamarca’ data da era dos Vikings e está esculpido na famosa Pedra de Jelling, de cerca do ano 900 d.C. Hoje, no entanto, a Dinamarca é bem diferente de seu passado histórico. Entre os séculos XIIV e XVII, a Dinamarca era uma superpotência cuja influência era tão poderosa quanto a dos maiores países europeus. Nos tempos modernos, o atual tamanho e influência da Dinamarca são o resultado de 400 anos de renúncias e entregas forçadas de terras, assim como de batalhas perdidas. Porém, para um país pequeno, a Dinamarca ainda atua em um patamar acima de seu tamanho em muitas áreas diferentes, incluindo o design, a arquitetura, a agricultura, as tecnologias verdes e a indústria farmacêutica
The Jelling mounds, runic stones and church were inscribed on the World Heritage List in 1994.

HISTÓRIA DO REINO DA DINAMARCA

Dinamarca e península Escandinava são o ponto de partida dos vikings, navegadores germânicos que conquistam várias partes da Europa.
Entre os séculos IX e XI eles dominam a região do mar Báltico ao mar do Norte. No século X a Dinamarca é cristianizada por missionários ingleses e saxões.
Em 1397, Dinamarca, Suécia, Noruega e Islândia juntam-se na União de Kalmar.
A intervenção dinamarquesa na Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), a favor dos protestantes, e as guerras contra a Suécia, no século XVII, reduzem sua influência no mar Báltico.
O apoio à França napoleônica, em 1814, tem como resultado a perda da Noruega para a Suécia.
Em 1849, uma nova Constituição estabelece um ponto final no Absolutismo e institui a Monarquia constitucional.
Na guerra contra a Prússia e a Áustria, em 1864, a Dinamarca perde a região de Schleswig-Holstein, que corresponde a um terço do país.
Bem-estar social
Na I Guerra Mundial o país permanece neutro. O Tratado de Versalhes restitui-lhe o norte de Schleswig-Holstein, em posse da Alemanha. Entre 1929 e 1940, governos de esquerda ampliam os direitos sociais.
Na II Guerra Mundial os alemães ocupam a Dinamarca, que resiste à anexação pretendida por Hitler.
A partir da libertação, em 1945, o país tem uma sucessão de governos social-democratas que, nas décadas seguintes, ampliam sua já poderosa estrutura previdenciária. Em 1949, a Dinamarca participa da formação da aliança militar ocidental, a Otan.
Com a morte do Rei Frederik, em 1972, sua filha Margrethe ocupa o trono. Em 1973, um plebiscito aprova o ingresso na Comunidade Econômica Europeia (atual União Europeia).
Nos anos 70 o país enfrenta inflação e desemprego, provocando forte crítica ao estado de bem-estar social. Em 1982, uma coalizão de partidos não-socialistas (entre eles, o Conservador e o Liberal) vence o Social-Democrata. O conservador Poul Schlüter torna-se primeiro-ministro.
Maastricht
Rejeitado pelos dinamarqueses em 1992, o Tratado de Maastricht (que institui o euro, moeda única europeia) é aprovado em novo referendo (por 56,7%) em 1993.
Em setembro de 1994, Poul Rasmussen perde a maioria no Parlamento, mas permanece primeiro-ministro. Seu programa de privatização é polêmico e causa greves no setor público.
Em dezembro de 1996, o Partido Centro-Democrata retira-se da coalizão governamental, e Rasmussen anuncia que buscará apoio na esquerda...
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A PEQUENA SEREIA
A Pequena Sereia, uma das esculturas mais famosa do mundo, é símbolo de Copenhague.
Abaixo (do lado esquerdo) a estátua do autor Hans Christian Andersen e, do lado direito, a famosa escultura de Edvard Eriksen, “A Pequena Sereia”, no Porto de Copenhague.
Em 04/10/1935, a Dinamarca emitiu uma série de 6 selos para comemorar o centenário da primeira publicação das histórias e contos do escritor Hans Christian Andersen. Os selos mostram “The Ugly Duckling – O Patinho Feio”, “The Little Mermaid – A Pequena Sereia” e o próprio autor, Hans Christian Andersen.
Em 16/02/1989, foi emitido um selo com a estátua da Pequena Sereia, realizada por Edvard Eriksen em comemoração ao centenário do turismo na Dinamarca.
1989
O dinamarquês Hans Christian Andersen não gostava que o considerassem um autor para crianças... Mas, nas comemorações dos 200 anos de seu nascimento, a preocupação maior das instituições dinamarquesas que zelam pela memória do autor de O Patinho Feio é mantê-lo na posição de o mais conhecido autor infanto-juvenil do mundo...
Num linguajar límpido e espirituoso, ele recontou histórias folclóricas e criou fábulas próprias. E mostrou como escapar do maior perigo da literatura para crianças – o tom professoral, moralista, complacente. Nos tempos sentimentalmente corretos que correm, poucos teriam, como ele, a ousadia de oferecer às crianças uma história com o final amargo de O Soldadinho de Chumbo...
Em 2005, as Ilhas Maldivas comemoraram o aniversário de 200 anos do nascimento de Hans Christian Andersen (1805-1875).
O Brasil também comemorou o Bicentenário de Hans Christian Andersen (1805-1875), com um selo emitido em 14/12/2005. Edital nº 24. Valor facial: R$ 0,55. Emissão: Brasília (DF). O escritor consagrou-se internacionalmente com o livro O Improvisador (1835), mas foram os contos de fada que o tornaram famoso: O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, Os Cisnes Selvagens e O Boneco de Neve.
Em 02/04, data de seu nascimento, comemora-se o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil. O selo retrata personagens do conto infantil “O Patinho Feio”, de autoria do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Em primeiro plano, a pata-mãe envolve o patinho feio num carinhoso abraço, consolando-o. Ao fundo, à direita, um pequeno cisne, nadando em uma lagoa, simboliza a verdadeira identidade do patinho. No canto superior esquerdo foi pintado o rosto do escritor. Nas laterais, espécies da flora compõem o cenário, dando ao conjunto um aspecto ecológico característico do ambiente em que ocorre a história.
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ANTIGOS POVOS
REINOS BÁRBAROS – Reinos que sucedem o Império Romano na Europa, no século V. As sucessivas invasões dos bárbaros na Europa Ocidental dão origem ao sistema de organização do feudalismo, iniciando a Idade Média. De índole guerreira, os bárbaros são definidos como aqueles que não tinham costumes comuns aos romanos. Entre esses reinos destacam-se o dos germânicos (francos, vândalos, visigodos, ostrogodos, lombardos, anglo-saxões e vikings), dos eslavos e dos hunos.
FRANCOS – Formam o mais poderoso reino romano-germânico da Europa Ocidental. Ocupam a planície norte do rio Reno até o século IV. Conquistam a Gália e fundam, em 482, a dinastia merovíngia. Clóvis I, o principal rei dessa dinastia, governa entre 482 e 511 e consolida as fronteiras do reino. Converte-se ao cristianismo, em 497, e inaugura uma aliança com a Igreja. Em 751, Pepino, o Breve funda a dinastia carolíngia. Seu filho, Carlos Magno, torna-se rei dos francos em 768 e inicia a expansão do Império. É coroado imperador pelo papa, em 800, em uma tentativa de restaurar o Império Romano do Ocidente. Após sua morte, o Império se enfraquece e, em 843, é repartido. A divisão prolonga-se até 987, quando Hugo Capeto é coroado rei da França.
ANGLO-SAXÕES – Fundam nas ilhas Britânicas, em 450, sete reinos romano-germânicos, unificados em 959 diante da ameaça dos vikings. Mas não resistem à invasão, e a Inglaterra torna-se sede do Império Viking.
VIKINGS – Também chamados de normandos, fundam em 900 os reinos da Dinamarca, Noruega e Suécia. No século X expandem-se pelo litoral norte dos reinos francos, pela península Ibérica, pelas ilhas Britânicas, pelo Mediterrâneo e pelos territórios eslavos e bálticos. Utilizam um tipo de embarcação que permite navegar em alto-mar. Em 982 alcançam a Groenlândia.
ESLAVOS – Os reinos eslavos são formados por povos da Rússia Ocidental que, a partir do século VII, se deslocam para o oeste, ocupando as terras a leste do rio Elba, estendendo-se até os Bálcãs. Dividem-se em três grupos: o reino russo, o polonês – hegemônico entre os eslavos e aliado dos germanos – e o búlgaro.

Seção: TURISMO
São Paulo, 17 de fevereiro de 1999.
Conhecer as gélidas e desenvolvidas terras do extremo norte da Europa é o meu sonho... E viajar pela Escandinávia, o berço dos vikings, especificamente a Dinamarca, seria um programa encantador para mim...
Durante muitos anos tenho trabalhado com um oráculo, idealizado por um deus germânico chamado Odin, que orienta e busca auto-conhecimento, direção e previsões na vida... Foi este deus nórdico que desvendou os Mistérios das Runas...
As palavras RU e RUN, de raiz indo-europeia, significam cochichar, murmurar, segredo, mistério ou “aquele que sussurra”... Eram utilizadas entre os povos anglo-saxônicos no começo da Idade Média.
As Runas são uma forma de escrita e um dos oráculos mais antigos usado na arte da adivinhação e magia, protegendo e transmitindo informações ocultas através dos tempos pelos sacerdotes, xamãs, sacerdotisas, velhos povos europeus como os germanos, celtas e mais recentemente os vikings...
Seus símbolos foram empregados pelos iniciados de tradições ocultas-pagãs na poesia; em inscrições sobre pedras; blocos de cerâmica; gravados em bronze e ouro; riscados em couro; ou pintados em seixos...
Alfabeto escrito que jamais chegou a ser uma língua falada, transformou-se num oráculo para que prestemos atenção ao que se passa dentro de nós, materializando respostas que estão em nosso subconsciente...
Os reinos bárbaros, definidos como aqueles que não tinham costumes comuns aos romanos, dentre eles, os vikings, de índole guerreira, fundam os reinos da Dinamarca, Noruega e Suécia.
A península Escandinava é o ponto de partida deles, navegadores que conquistaram ilhas ao norte da Europa e dominaram a região do mar Báltico ao mar do Norte entre os séculos IX e XI...
Apesar de aparentemente rústicos, os antigos vikings, eram excelentes anfitriões, cozinhavam maravilhosamente bem e deixaram cidades cheias de histórias... Esta pátria, atualmente, conserva a hospitalidade de outrora, as paisagens bastante incomuns e ainda apresenta respeitável desenvolvimento tecnológico e industrial, aliado a um alto padrão de vida...
A Dinamarca, um país moderno, ainda preserva a mais antiga monarquia da Europa. Ao ver os moinhos de ventos dinamarqueses... Senti a vida de seu povo... Foi encantador conhecer sua capital, Copenhaguem (encantador conglomerado do antigo e do moderno). O Castelo de Egeskov, construído num lago sobre toras de carvalho... A Igreja e as Pedras Rúnicas da Colina Jelling, e a Catedral de Roskilde, patrimônios da humanidade!
Castelo de Egeskov, que significa floresta de carvalho, foi construído em 1554. Erguido no lago sobre uma fundação de toras de carvalho é o “castelo de água” mais bem preservado do norte europeu. No verão, são realizados concertos no salão de banquete.
Ao passar uma semana senti-me um autêntico viking na Dinamarca... e lá, sob “o sol da meia noite”, encontrei as runas, símbolos mágicos, bons, fortes e poderosos, como assim os quis o senhor da magia, como os fizeram os deuses propícios, como os gravou o príncipe dos sábios...
Ao visitar a Ilha Fyn, que fica na cidade de Odense, com cerca de 150.000 habitantes. Com todo esse tamanho, ela é a terceira maior cidade dinamarquesa! Um dos centros universitários do país, conta com uma população jovem, muito festeira, além de ser a cidade com a maior rede de ciclovias do país.
Ali nasceu o mais famoso dinamarquês: o escritor Hans Christian Andersen, autor de inúmeros contos infantis, como O Patinho Feio, A princesa e a Ervilha, Soldadinho de Chumbo e A Menina da Caixinha de Fósforos. A casa em que nasceu foi transformada em museu, com vários objetos pessoais, rascunhos e manuscritos originais.

Outras emissões:

Um comentário:

hugo nestor ciavattini disse...

Tengo uma coleccion de estampilla de los vikingos:entre ellas hay muchas de Dinamarca, suecia, Noruega e islandia, la coleccion esta premiada em varias exposiciones. Se llama A LAS ARMAS VIKINGOS!! QUIEN COLECCIONES ESTAMPILLAS PUEDE ENTRAR EN CONTACTO CON HUGO NESTOR CIAVATTINI chedahugo@yahoo.com.br